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Livro de Visitas - COMENTÁRIOS

Data: 18-07-2020

De: INÊS FLORES OTAVIANO (ALDEIA GAVINHA)

Assunto: RECOMENDO

À medida que fui lendo o livro “A III Guerra Mundial À Luz Da Bíblia” fui ficando emocionada e gostando cada vez mais tanto do paralelo com a Bíblia, como da forma como os autores o explicam, da forma de escrita que estes escritores apresentam. É uma reflexão muito interessante sobre a vida e esta Pandemia, sobre como cada um de nós lida com os momentos menos bons e sobre a forma como fomos abanados e constatámos que nossas certezas de certeza nada tinha. Foi esta a lição que retirei deste livro, mas retirei dele outra lição maravilhosa. Que hino ao amor! Que maravilhosa forma de amar! A forma como Aloisio Ferreira honra, enaltece e reverencia a sua colega autora e esposa, é a mais maravilhosa declaração de amor que já vi... Meu Deus! Como essa mulher á amada pelo seu colega e esposo! É uma declaração sublime que nem sequer usa a expressão tão banal... “Eu te amo”. Maravilhoso... Meus caros psiquiatras, psicólogos e demais especialistas, deitem fora seus livros e aprendam. Em tempo de confinamento e look down a violência doméstica só aumenta se não existir o amor. Havendo amor verdadeiro se produzem belíssimas declarações de amor como esta e os casais que se amam verdadeiramente se tiverem a perspicácia e talento deste casal. Com esse amor que os une os autores, até conseguem nos deixar o importante legado que é este livro e nele declararem todo o seu amor. Este é também daqueles livros que podemos ler várias vezes e que sempre que o lermos iremos retirar coisas novas. É um livro desafiante e entusiasmante em tempos tão difíceis.

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Data: 18-07-2020

De: PALMIRA ANJOS PINTO BORGES (LINDA A VELHA)

Assunto: CONETADOS COM DEUS

Neste livro a III Guerra à Luz da Bíblia, Aloisio Ferreira Casa e Ada Lima Lima nos mostram que: Nenhum coronavírus nos pode tirar isto, ou seja, a esperança de que o distanciamento físico venha inclusivamente a reforçar a intensidade do elo que nos liga aos outros, a nos aproximar mais de Deus. Só agora, que temos de evitar muitos daqueles que nos são próximos, ainda que sintamos plenamente a sua presença, a importância que têm para nós. Excecional a forma como os autores nos fazem o paralelo histórico entre as Profecias de Daniel, o Dilúvio e aquilo que Jesus disse acerca dos sinais que indicavam a próxima vinda dele... E todos se cumpriram já.... De que estamos à espera para sermos realmente novas criaturas no amor de Cristo? Como não pensei nisso antes? Aloisio Ferreira e Ada Lima são profundos conhecedores da Bíblia e este livro é importantíssimo para a nossa reabilitação espiritual, aos olhos de Deus e com Deus. Como dizem os autores, se nos conectarmos com Deus isso nos vai ajudar a lidar com a catástrofe atual? Tiraremos daí alguma lição?

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Data: 18-07-2020

De: NAZARÉ MENDES NUNES JACINTO (NEW BEDFORD/USA)

Assunto: ALOISIO E ADA EXPLICAM COM PROPRIEDADE ESTA NOSSA VIDA

Um dos primeiros livros sobre esta pandemia que leio. O nome é muito bem escolhido, Estamos de fato a viver uma III Guerra Mundial. Quando falamos da COVID 19, as dúvidas são quase sempre as mesmas: E agora? E se? E depois? Quando? Será que vou ficar contaminado? E a minha família, os meus? Aloisio Ferreira Casa e Ada Lima Lima, explicam muito bem o que estamos a viver, como está a nossa vida e a nossa saúde: iremos sobreviver a isto? Importante a reflexão com base nos estudos de renomados cientistas, o alerta sobre as Fake News, as condicionantes várias e a China que tendo o papel da única vilã desta história da vida real, também não é inocente e fica bastante mal na fotografia. O problema nisto é que todos, ou quase todos ficamos mal na fotografia e não adianta empurrar com a barriga e dizer que a culpa é do fotógrafo... Isso nos levaria até ao que com inusitada sátira, Adélia e Aloisio nos focam... Adão E Eva o primeiro casal da humanidade. A culpa seria deles. É uma alternativa, mas não nos vai ajudar em nada a vencer esta Pandemia. Este livro é muito útil e importa refletirmos todos sobre o que estamos a viver. Como diz o velho ditado popular: “Temos de pegar o touro pelos cornos”. Não enfiar a cabeça na areia e assobiar para o lado. Isso não irá resolver. Importa cumprirmos as normas, fazer os nossos meninos cumpri-las e deixarem de se meter em festas e outros ajuntamentos, irresponsavelmente. Não o fazer hoje pode significar fazê-lo amanhã... O contrário...

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Data: 14-07-2020

De: EXCELSO PINTO VARÃO (PARIS)

Assunto: IMPORTANTE PARA OBSERVAR A SOCIEDADE

Este livro conta-nos a história do Toni. Uma história que podia ser a de qualquer um de nós, num apanhado de quem somos e de onde viemos enquanto espécie e enquanto sociedade multi cultural e global que a história de uns se confunde com a de outros. O autor usa a história do Toni para explicar o presente e pensar no futuro, além disso consegue debruçar-se sobre algumas temáticas fraturantes como o cristianismo, Deus, a morte e a vida, e por fim, sobre esta pandemia que nos entrou por nossas casas dentro e não poupa ninguém. É também relatado um pouco acerca das influências religiosas e como elas determinam os nossos dias e o nosso viver hoje.

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Data: 13-07-2020

De: JOANA PIRES CASTRO (SABUGUEIRO)

Assunto: PARA RELER

ESTAÇÃO TERMINAL é um livro muito interessante sobre a vida, através da comovente história do Toni e nos inspira através da coragem do personagem. Nestes tempos que vivemos, é ainda mais inspirador, nos incentivando a implementar a coragem necessária para encarar a vida. Inclui elementos muito importantes sobre como ultrapassarmos esta pandemia e suportar a dor. Li e depois tive de o reler. Sem dúvida, recomendo!

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Data: 12-07-2020

De: DIANA GOMES FILHO (LUANDA)

Assunto: MUITO MAIS QUE UM ROMANCE

Estação terminal é muito mais que um romance, fala sobre a dança macabra do vírus que fez abrandar as atividades económicas, a produção industrial, a circulação de automóveis e aviões, e deu-nos uma lição terrível: as nossas sociedades só terão solução se mudarmos de estilos de vida, se ficarmos em harmonia com os ecossistemas e sem uma economia que mata. O vírus é uma força cega da natureza, contudo o sofrimento que traz não é distribuído por igual. Neste panorama local, português, e, ao mesmo tempo, global, tentámos lidar com a calamidade presente. Não a aceitamos como fatalidade, mas aspiramos, ao resistir-lhe, a uma epifania, a uma intimação à mudança. Recusamos a resignação ao que simplesmente vier e não enjeitamos o esforço de criar sentido e valor num País e num mundo confrontado com desafios sem precedentes.

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Data: 10-07-2020

De: MIRIAM CÂNDIDO GOMES (ERICEIRA)

Assunto: QUE NOS RESERVA A VIDA

Admirável! Toni nunca se deixou abater pelas dificuldades da vida, apesar dela lhe ser tão madrasta. Mas agora, perante esta maldita pandemia que se abateu sobre nós, uma desconhecida ousada, ele acabou tombando. Estação Terminal é um belo livre que nos relembra que na vida, ao contrário das histórias de encantar, a família pode ser abalada por estas tragédias, como a deste vírus que tantas vidas ceifou e quantas ainda irá ceifar mais, destruindo famílias e levando ao seio delas a dor, como sucedeu com a Jú. O que nos irá reservar a vida? Seremos futuros Tonis e futuras Jús?

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Data: 07-07-2020

De: ANA REBELO CARDOSO (LINDA-A-VELHA)

Assunto: PERGUNTAS SEM RESPOSTA

Baixei com curiosidade este livro ESTAÇÃO TERMINAL, a história do Toni que como a de todos nós e a de Portugal, enfrentou viragem repentina com esta pandemia. Estará Portugal em 2020 na iminência de nova crise profunda? Para lá da Covid 19 e das suas vítimas, como será o futuro próximo de todos nós? Muitos já estão em situação grave de carência, desempregados, sem perspectivas. Será a recuperação da economia em 2020 e 2021 mais rápida do que após 2011? Que vida teremos depois da Covid 19? E será que vamos ter uma segunda vaga da Covid 19, ou já até a estaremos a ter? E como será, se agora mutações mais recentes do vírus demonstram que ele evoluiu para uma forma mais rápida de propagação e infecção? Quem chegará primeiro, a segunda vaga ou a vacina, a cura? As instituições europeias falharam na crise de 2010; estará a acontecer o mesmo agora? Quais as limitações ao que o BCE pode fazer? Será que iremos ter uma nova normalidade e uma nova forma de vida, de nos relacionarmos, a nível social e político? Neste livro de Aloisio Ferreira Casa, um escritor que não conhecia e não está entre os mais conhecidos da nossa praça, ficamos, a saber, o fim do Toni, o desespero da esposa Jú, mas não nos responde a todas as questões. Aliás, até agora nenhum livro o faz, porque nós, a humanidade só temos perguntas sem resposta. Este é talvez o maior desafio da espécie humana, ultrapassar esta crise... Como o fará?

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Data: 05-07-2020

De: DANIELA EDUARDA NUNES DIAMANTINO PIRES (LINDA-A-VELHA)

Assunto: RECOMENDO E OFEREÇO A MINHAS AMIGAS

Sem duvida a palavra certa nos momentos certos... É assim a escrita deste autor, neste livro Estação Terminal que retrata a vida do Toni, mas nos remete para Deus, Jesus e a necessidade de estarmos conectados com o Pai e com o Filho, para que a nossa alma possa se revestir do reconforto da Sua presença. Este livro ajuda-nos a perceber que não estamos sozinhos e dá-nos força e confiança para enfrentar cada dia do ano. Para enfrentar as dificuldades e vicissitudes da vida e esta pandemia. Um dia de cada vez... Mas todos eles com Deus! Com Jesus!

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Data: 03-07-2020

De: MARISA SAMPAIO MARTINS (SABUGUEIRO)

Assunto: GENIAL DO PRINCÍPIO AO FIM

Sem dúvida é um excelente livro de Aloisio Ferreira Casa! Dinâmico e com a crítica social a que já nos habituou, prende o leitor logo nas primeiras páginas. Uma história muito original, a do Toni, repleta de lutas, mas exposta também com mestria pela pena cheia de graça do autor, que nos faz pensar na morte... e na vida. Que nos revela o mistério da morte, mas não deixa de revelar o da vida. Super recomendado!

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Data: 02-07-2020

De: ANA DINIS PALHA PEREIRA (CANEÇAS)

Assunto: UM BOM RECURSO

Este livro [ESTAÇÃO TERMINAL] é muitas coisas numa só: um romance retratando a história do Toni, manual pratico de como agirmos na vida e sobretudo, como ultrapassar a dor da perda em tempos de pandemia, ensaio e descritivo do mundo das emoções. Essencialmente útil nestes tempos conturbados.

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Data: 30-06-2020

De: BERTA DIAMANTINO NASCIMENTO (LISBOA)

Assunto: CARTA AO ESCRITOR: O CONDOMÍNIO PRIVADO DO AMOR

CARO ESCRITOR, ENVIEI ESTA CARTA PARA O TEU EMAIL MAS RESOLVI PUBLICAR AQUI NA TUA PÁGINA TAMBÉM. "Meu bom amigo, em nome da nossa amizade, quando ambos percorríamos algumas estações de metrô e dos trens, nas madrugadas dessa Lisboa fria, chuvosa, invernosa, tentando levar um pouco de calor humano a quem vive nas ruas, aqui estou em mais uma noite dedicada à solidariedade. Meu amigo, há duas semanas encontrei o nosso Presidente, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa. O cargo não o fez perder a humanidade e a solidariedade. Continua a apoiar os que moram nas ruas, ‘in loco’. Bem Haja! Repasso-te o testemunho de uma das mulheres que pernoitam na Estação de Metrô do Parque, na entrada, junto às grades, após fecharem a Estação pela uma hora da manhã... Testemunho de Ilda Trancoso: ‘Memorável esta nova ordem, essa obrigação, tão ilustre... Fiquem em casa! Ilustre porque para sempre será uma ordem emoldurada na perspectiva dos engravatadinhos que são espécie em exposição na galeria dos cromos da bola de excelência e da parte visível da vida. Há mais de vinte anos que não tenho casa. Vivo na rua. Como querem que eu agora fique em casa? Já não engulo essas patranhas. Minha menina, você é ainda relativamente jovem. Eu também já fui jovem. Insigne, entre tantos, pela força e beleza da minha juventude geradora de sonhos radiantes como se fosse detentora de um momento desigual de luz intensa que teria capacidade para iluminar todo o planeta. Olhe que não sou burra. Estudei, concluí o Ciclo Preparatório. Vivia em Ferreira do Zêzere, uma terra lindíssima. Não era rica, mas também não era pobre. Era honrada. Até que o amor... Ah! O amor! Que coisa é essa? Talvez a menina que é capaz de ter estudos, ou o seu amigo escritor que quer o meu testemunho, tenham estudos e saibam mil e uma definições para explicar o que é o amor. Balelas! Apaixonei-me porque na escola nos ensinam a grande mentira, até nos obrigam a estudar esse soneto de camões... O amor é fogo... Qualquer coisa, Já soube, mas a memória já me prega destas partidas. Olhe não me lembro. Apaixonei-me acreditando que o amor era verdadeiro e não a maior mentira inventada pelos homens. Julgava ter encontrado o meu principie encantado, encontrei um diabo. Acabei grávida e nunca mais lhe pus a vista em cima. Meu pai era da velha guarda. Filha solteira e grávida era grande desonra para a família e também ele me pôs a andar o mesmo é dizer no olho da rua. Ainda tive a minha filha, mas não tinha nada, meu pai mandou-me embora só com a roupa que tinha no corpo. Andei pelas ruas, pedi esmola, mas não dava para alimentar uma criança. Falei com as irmãs do convento lá da terra e entreguei-lhes a minha filha. A vida sempre aposta em momentos solenes e prontos a se tornarem célebres. Uma boa alma, por fora, por dentro era outro diabo, me pagou o bilhete do comboio para Lisboa e entregou um bilhete com uma morada, mais uns trocados. Teria um brilhante emprego à minha espera. De brilhante nada tinha. Fiquei prisioneira dele e o emprego era na rua, como prostituta. Fui prostituta por tantos anos que lhe perdi a conta. Depois fiquei velha, um farrapo, acabada e deixei de servir. Até a prostituição entrou em crise. Mais uma vez me puseram na rua. E na rua fiquei, na rua tenho vivido. Me perdoe menina, talvez a menina tenha maravilhosas teses sobre o amor. Não lhe quero tirar as ilusões. Pode ser que para a menina a vida lhe reserve mesmo um príncipe encantado. E consiga entrar nesse condomínio privado do amor. Para quem não entra nele, resta apenas a rua. Agora me diga a menina como é que eu vou #FicarEmCasa? Olhe, não me queixo. E até nem tenho medo desse bicho que anda por aí à solta. Parece querer matar todo o mundo. Talvez me apanhe e me mate a mim também, mas não pode fazer-me mais mal do que a vida me fez. Nunca tive acesso ao condomínio privado do amor’.”.

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Data: 29-06-2020

De: MARIA MIRANDA JORDÃO (VALE DE MILHAÇOS)

Assunto: MARAVILHOSO

Livro espantoso; este "Estação terminal", era difícil encontrar uma história tão atual, tão representativa destes novos tempos, como esta do Toni. E em jeito de romance que nos deixa atentos e fascinados, mas... aconteceu... este livro está num excelente nível e nos deixa matutando na vida!

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Data: 29-06-2020

De: EDUARDA LEMOS TAVARES (SABUGUEIRO)

Assunto: MUITO BOM

ESTAÇÃO TERMINAL é um excelente livro, acima de tudo, fala da família e do amor. A história do Toni é maravilhosa e só podia ser escrita por este escritor. Aqui no Sabugueiro, as lembranças dele, de nós, os mais velhos e que resistimos à tentação de deixar a terra em busca do êxito lá por fora, nas grandes cidades, é a de ter sido namorado, mais do que isso, noivo da Sandrinha, a querida filha do Ti Painço. E a recordação de uma alam generosa. O Ti Painço acabou doando uma casa aqui, para ele. Era um jovem, muito jovem, tal como a nossa querida e saudosa Sandrinha, mas já era de uma generosidade sem tamanho. A casa era ocupada pele velha ti Gertrudes, sem família, vítima da tragédia que ceifou a vida a seus pais e avós, naquele terrível incêndio que destruíu e tudo o que tinham. Nunca lhe conhecemos familiares e o Ti Painço, o generoso Martins Painço deixou-a ficar numa das casas dele, de favor. A notícia da doação preocupou todo o mundo. O novo proprietário de certo não permitiria que a velha Gertrudes ficasse lá. Engano. Nunca consumou a transferência da propriedade. E uma vez que esteve aqui de férias com o canalha do Arquiteto Paulo, seu amigo e cujo pai era outro malandro, infelizmente nascido aqui. Quando a velhinha Gertrudes lhe perguntou ele respondeu que não iria colocar ninguém na rua e ela podia continuar na casa. Depois acertariam. Essa generosidade não teve o ladrão do amigo, o Paulo. Mais tarde, convenceu a Gertrudes a entrar com o pedido de posse da propriedade por uso capeão, já que já lá vivia à mais de trinta anos. Acabou conseguindo e como a Gertrudes era só, depois convenceu-a que estaria melhor num lar, onde tinha assistência. Acabou colocando a Gertrudes num lar dos mais precários e acabou ficando com a propriedade. Depois o Processo de Inventário do Paulo está-se arrastando há mais de 8 anos. Entretanto uma decisão judicial acabou dando a posse a este escritor, tendo posteriormente sido contestada pelos herdeiros e pelos credores que reinvindicam o espólio para cobrir dívidas deixadas pelo Paulo. A propriedade está em ruinas, abandonada e os processos se arrastam no tribunal há anos. No que interessa, este maravilhoso livro nos ajuda a compreender o verdadeiro significado de família. De forma. Em tudo isso, lamento a morte da Velha Gertrudes, com a Covid 19 no Lar do Teixoso para onde foi deitada como lixo pelo cafajeste do Paulo.

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Data: 27-06-2020

De: DANIELA PASCOAL DE CASTRO (DILI)

Assunto: GUARDAR COM ESTIMA

ESTAÇÃO TERMINAL é um belo livro, com a história do Toni. No fundo, é uma história igual à de muitos de nós. Tonis existem muitos por esse mundo fora. Eu própria me incluo nesse lote. A vida também não tem sido fácil para mim. Tinha apenas 4 anos quando perdi os meus pais. Se não morri, foi porque uma tia conseguiu fugir comigo e nos escondemos numa campa que estava vazia no Cemitério de Dili. Minha tia meteu-me dentro de um caixão e ela própria se enfiou noutro, nesse dia do massacre de Dili. No cemitério de Santa Cruz, em Novembro de 1991. Massacre levado a cabo pelas tropas da Indonésia. Fui criada pela minha tia com muito amor, mas com muita pobreza. Minha tia não é culpada, pelo contrário, ela foi uma verdadeira mãe para mim. Encontrei nela o amor de mãe que perdi quando minha mãe foi assassinada. Minha tia fez o que pôde e muitas vezes, passou dias inteiros sem comer nada, guardando para mim a pouca comida que tínhamos em casa. Hoje a vida continua difícil, com 29 anos trabalho no mercado de Dili. Mas vamos vivendo, lutando, como o Toni sempre lutou, para conseguir vencer os problemas do dia a dia. Esta obra será um bem próprio que devo guardar com estima e usar sempre que desejar.

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Data: 25-06-2020

De: ANA ISABEL PINTO (PARIS)

Assunto: OS QUE PODIAM TER SIDO SALVOS E NÃO FORAM

Adorei a história do Toni, a sua ligação aos comboios. O próprio título nos leva a uma ligação com os comboios. Talvez seja fugir ao tema do livro, mas é que ele me levou a recordar a grande mágoa da minha vida. A uma história que ninguém, até agora, nunca contou. Uma das muitas histórias verdadeiras de refugiados na 2ª Guerra Mundial, e do papel desempenhado por Portugal na época. Foi nos anos 40 do século passado, um comboio com muitos judeus que Portugal deveria ter salvo e não o fez. Meu avô ia nesse comboio e acabou morrendo num dos campos de concentração nazis. Eu nem tive a oportunidade de conhecer meu avô. Hitler, Portugal e a história não me o permitiram. Continua a ser uma história por contar e tão atual porque, infelizmente, continuam a haver refugiados. E continua a haver quem lhes volte as costas e os deixe à sua infeliz e muitas vezes mortal sorte.

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Data: 25-06-2020

De: SREBELO DE SOUSA PIRES (CALDAS DA RAINHA)

Assunto: RESILÊNCIA

Sou leitor compulsivo. Já li praticamente livros de todos os temas. Ou melhor... Era. A minha esposa se foi há oito anos e para aqui fiquei só. Com oitenta e nove anos não é fácil, mas vou vivendo. Esta pandemia que acabou transformando o mundo. A minha vista já não me permite ler e acabei ficar mais só, até ter baixado este áudio-livro. Que maravilha! Pela primeira vez em muitos dias me senti menos só. O livro é este como os outros que li durante a vida. Foi muito bom... Em todos os livros, em todas as histórias, sempre aprendemos alguma coisa. Neste caso, muito aprendi com o Toni. Na verdade, desde há muito que percebi que não há autores maus, livros maus. Há é leitores que não são tão bons, o suficiente para extraírem das histórias as imensas lições que elas nos dão. É sempre tempo de aprender. Nunca se deve desistir.

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Data: 25-06-2020

De: VALENTINA VIRIATO SILVA (LISBOA)

Assunto: ÊXITO

Mais um sucesso do grande benfiquista Aloisio Ferreira Casa nesta sua nova carreira como escritor! A escrita, a critica social, a reflexão sobre o ser humano enquanto pessoa e a sua falta de humanismo! Isto tudo só é possível escrito e narrado por este grande benfiquista! Absorve completamente o leitor de forma a que este não consegue parar de ler nem para respirar!

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Data: 24-06-2020

De: FABIANA OLÍVIA VASCAINO (ERICEIRA)

Assunto: NOVO RENASCIMENTO

Estação Terminal é uma obra importante numa época em que o mundo se divide e se encolhe. Toni leva-nos numa viagem impressionante ao longo da sua vida e recorda-nos a nossa humanidade comum e a importância da colaboração, da compaixão e do génio. Não devemos construir muros, subir a ponte levadiça e viver com medo. Este livro ajudará o mundo a acolher corajosamente o potencial da inteligência coletiva e a assegurar que compreendemos as lições que esta pandemia nos está passando e que nos apercebemos da oportunidade que temos diante de nós neste Novo Renascimento da Humanidade.

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Data: 24-06-2020

De: JOANA RODI ESTANISLAU (LAGOS)

Assunto: RECOMENDO

Sobre o livro “Estação Terminal”, eu confesso que amei. É tão simples e fluído e ao mesmo tempo tão completo e inspirador. Já do ponto de vista do momento em que vivemos, soube a pouco. Não diz nem a metade do que me vai na alma. Suportei esta pandemia, o isolamento social, o confinamento, a quarentena, sempre com o credo na boca. Minha filha trabalha num supermercado. Esteve sempre a trabalhar. Enfim, rezei ao nosso Deus. Ele me ouviu e poupou minha filha. Depois veio o princípio do desconfinamento. Pensei que o pior havia passado. Mas com alguma abertura, os jovens têm sido muito descuidados. Eu sei que há de tudo e de todos. Mas uma festa ilegal que teve aqui em Lagos reuniu mais de 180 jovens, todos com idades entre os 14 e os 29, a grande maioria. Havia portugueses, é claro que havia. Mas a grande maioria eram africanos e brasileiros. Especialmente brasileiros que têm vindo para cá nos últimos meses, anos, às centenas. Muitos brasileiros. Agora o governo voltou atrás em muitas das coisas que permitia e endureceu a atuação. Quem não cumpre paga multa que pode ir de 50 a 3.000 euros. E pode até ser preso e cumprir pena criminal. O que é certo é que depois da festa, aqui em Lagos surgiu um novo surto e são mais de 118 infetados. Nem todos jovens participantes da festa. Antes da festa, eles, os jovens passaram pelo supermercado e minha filha acabou infetada. Está internada com o Covid. Vejo na televisão falarem do Presidente Brasileiro e Americano. Eu não sei, nem quero saber. O povo vota e escolhe. Cada um tem o presidente que merece e escolheu. Nem tenho nada a ver com isso. Não me afeta. Mas vejo na televisão que os brasileiros não estão nem aí. Todo o mundo na rua. Não cumprem nenhuma lei, nada. Os africanos também. São outros insurretos. Me desculpem. Mas tenho de falar e como eu muita gente aqui pensa o mesmo. Lá na terra deles ninguém tem nada a ver com isso. Fazem o que querem. Agora aqui, na terra dos outros, que sejam obrigados a cumprir e para desordeiros, já basta os que cá temos. Os nossos temos de aturar, mas os outros não. Se querem viver desordeiramente, corram com eles. Vão para o Brasil. Vão para África. Aqui muitos brasileiros trabalham na indústria hoteleira, restauração, em todo o Algarve. Mas aqui em Lagos estamos a fazer a nossa parte. A falar com os proprietários dos bares e restaurantes e a avisar que mandem embora os brasileiros e os africanos, despeçam-nos. E como vibem do turismo e os turistas são poucos e por agora, são muito poucos os estrangeiros, os proprietários precisam de nós, os portugueses. Já temos uma comissão. Quem empregar brasileiros e africanos, não consumimos nem um café. Não damos dinheiro a quem emprega essa gente. Não os queremos cá. Se não estivessem cá e não desafiassem os portugueses, talvez minha filha não estivesse agora com o Covid.

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Data: 22-06-2020

De: JOSÉ FRANCISCO DIAS (LISBOA)

Assunto: EFEITOS DA PANDEMIA

Baixei este livro pela curiosidade. Não sou dado a leituras. Mas este me interessou, em primeiro lugar, porque o escritor foi meu colega e meu chefe nos comboios. Nem ele imagina como a nossa vida aqui está difícil. E depois, porque é a história do Toni que também foi meu colega. Uma história verdadeira. O livro fala de amor e da nossa vida nos comboios. E por fim, fala desta Pandemia. Para mim, ela foi um divisor de águas. Eu fui apaixonado pela minha esposa. Nós nos amávamos verdadeiramente, mas nos dezoito anos de casamento, eu ganhei uma esposa maravilhosa, no entanto recebi como bónus uma enteada. Éramos ambos divorciados e procurávamos refazer nossas vidas. Minha esposa chegou com a filha. Durante treze anos convivi com ela e minha esposa me colocando de algum modo à margem. Nas conversas eram os assuntos delas, se eu dizia alguma coisa, elas depreciavam e diziam que isso não interessava. A filha, nem sempre, mas lá ia pondo a mesa e fazendo alguma comida. Sempre o que elas decidiam e nunca aceitavam uma sugestão minha. Enfim, eu era quase um estranho. A menina dormia até ao meio dia. Aguentei. Nem ligava. Ia para a Luz e por lá ficava com os meus amigos do Benfica. Quando não estava a trabalhar. Veio a Pandemia, o futebol parou. O Estádio da Luz deixou de ser opção no confinamento. Aí, a coisa ficou feia. Separei-me. Elas que vivessem as duas. Quando nada o fazia prever, Mafalda, a minha esposa, viu que estava casada comigo e não com a filha... Mandou-a embora, pô-la na rua e me pediu perdão... Sufocado pelos fantasmas do passado e consumido pelos meus medos, agora que há dois meses estou tão bem... É tarde... Não vou voltar... Ela deve ter tomado a decisão mais difícil de todas: afastar-se da filha... Se o tivesse feito antes... Talvez... Agora, decididamente não.

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Data: 15-06-2020

De: SÓNIA DUARTE DOS SANTOS (PARIS)

Assunto: SEM DÚVIDA, UMA AVENTURA

O livro Estação Terminal, é sem dúvida mais um livro deste novo escritor??? Já nem me lembro dele, apenas sei que foi casado com minha tia e a deixou. Não passava de um mero e insignificante trabalhador dos comboios, mas de repente, vá lá se saber como? Viu a vida repleta de repleta mistérios e aventuras que o transportam para um suposto grande escritor??? Como é possível? Há mistérios que nem Deus consegue revelar...

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Data: 14-06-2020

De: CATARINA GOMES SARAIVA DOS REIS (CANEÇAS)

Assunto: QUE DRAMA SE INSTALOU NAS NOSSAS VIDAS

Curiosamente, durante os tempos da quarentena, acabei lendo o livro ESTAÇÃO TERMINAL, Um dos mais atuais, perante esta nova vida que todos temos vivido. A história do Toni e a forma como se tornou mais uma vítima deste vírus. Não esperava que passado apenas dois meses, a minha própria vida seria afetada com tanta tristeza. Não sei onde errei. Sou apenas uma jovem, 26 anos que como todas as jovens sonhavam em se casar, ser feliz. Tinha tudo marcado para casar em Abril, a quarentena alterou os planos. Não era possível fazer uma cerimônia religiosa com a quarentena. Estávamos todos fechados em casa. Maio trouxe a esperança, algumas coisas começaram a funcionar. Acabámos optando por realizar o nosso casamento, eu e meu noivo, também ele ligado, pela paixão, aos comboios. Faz parte do Grupo Amigos dos Comboios. A cerimônia foi possível, limitada a dez pessoas. Fomos eu, ele e nossos pais, na companhia dos padrinhos, na igreja. Cumprimos as normas. O Copo de água foi na quinta de um amigo e aí, acabámos recebendo mais alguns amigos. Na festa do dia mais feliz da minha vida, estiveram 26 pessoas, familiares e amigos, em Loures. Apenas dez dias depois, minha mãe acabou sendo internada com esse maldito vírus. Faleceu na sexta-feira. Acabámos fazendo os testes, todos os que estiveram no casamento, dos 26, 14 estão infetados e em quarentena. O pai do meu esposo está internado e nos Cuidados intensivos. Outros dois amigos estão internados no Hospital de Santa Maria. Os outros, estamos em nossas casas, em quarentena. Eu e meu esposo também estamos com o vírus, em casa, de quarentena. Nós acreditámos que tudo já havia passado e agora o vírus nos apanhou e transformou o dia mais feliz de minha vida no pior dos pesadelos. Isto não são livros, histórias. Onde iremos parar? Quantos focarão por cá para contar a história? Adorei o livro, mas já não acredito em livros, nem na história, muito menos na vida e na justiça.

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Data: 11-06-2020

De: SOFIA BASTOS RAMOS (ERICEIRA)

Assunto: MIXED FEELINGS

A escrita de Aloisio Ferreira Casa neste livro apresenta um humor subtil muito interessante. No entanto, para quem é um pouco leigo em cultura literária a narrativa pode tornar-se um pouco monótona.

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Data: 11-06-2020

De: ANDREIA RITA CALVO BELOURICO (LISBOA)

Assunto: PERTURBADOR

Não posso dizer que tenha sido muito difícil encontrar este escritor, ou seja, esta página. Já não sou uma jovem, mas também não sou nenhuma velha. Acredito em Deus. Não sou muito dada a leituras. Trabalho há mais de oito anos no Hospital de Santa Maria, onde sou enfermeira. Consegui a informação desta página do escritor na Refer de Alcântara e aqui venho dar este testemunho. É difícil ver todos os dias alguém morrer com esta pandemia. Ou com qualquer outra patologia. Sinto-me impotente perante os doentes que morrem sem que consigamos salvar, curar. Há alguns dias morreu uma doente, Maria Manuela Santos de Sá. Ela, antes de morrer, com estrema dificuldade, mas ainda conseguiu nos pedir, a mim e a uma colega, para comunicarmos em seu nome, a sua vontade já que não deixou qualquer testamento. Pediu para informar as autoridades que ele deixava uma propriedade que tinha em Oura, Chaves para uma prima afastada, em 5º ou 6º grau e que mora em Oura. Segundo ela, é a única parente viva, já que os pais, um irmão e mesmo o seu único filho, todos já faleceram. Não sei, porque não entendo nada de leis e testamentos. A minha vida é trabalhar, mas sou humana. Não pude salvar a Manuela, mas entendi que pelo menos, podia realizar essa vontade. Parece que essa parenta, de tão afastada não tem direitos sobre a herança, a não ser a vontade expressa da Manuela, perto da hora da morte. Quanto ao restante dos seus bens, em Mafra, Ericeira, Aljezur, ela disse que deixaria para um ex funcionário dos comboios onde ela trabalhava. O SR Aloisio Ferreira da Casa, este escritor. Bem fez a minha colega que se deixou ficar quietinha. Não fui estúpida como eu que fui arranjar sarna para me coçar. Acabei intimada a comparecer no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste. A Promotora que me interrogou foi muito antipática, insistiu por diversas vezes em que lhe contasse os motivos porque havia declarado essa vontade da Manuela. Perdi a conta às vezes que respondi que foi ela que me pediu. Insistiu a SRª Promotora em me inquiri sobre quem era a parenta afastada, a tal de prima, que relações tinha com ela? Que ganhava com isso? Repeti vezes sem conta que não a conheço, nem nunca a vi mais gorda ou mais magra. Depois, por mais de duas horas fui massacrada sobre se conhecia o escritor, que relação tinha com ele, porque tinha dito que a Manuela deixara o resto dos bens para ele? Se sabia porque ela deixava quase tudo para esse escritor? Que lógica havia em tudo isso? Se eles eram amigos? Sei lá. Não conheço nem o escritor, nem a parenta da Manuela e essa, só a conheci no dia em que deu entrada no hospital com Covid. A Promotora teve a audácia de me perguntar se eu ganhava alguma coisa. Se o escritor e a parenta me tinham oferecido alguma recompensa por ter declarado o que declarei. Por diversas vezes estive a ponto de perder a paciência e abandonar a sala. Perdi uma tarde inteira, fui tratada como farsante e como se estivesse combinada com a parenta de Oura e o escritor Aloisio. Se eles quiserem que contratem um advogado e procurem seus direitos. Não conheço, nunca vi e nem sei onde moram, o escritor e a tal parenta. Não ganho nada, nem quero. Pelo contrário, a SRª Promotora me fez perder uma trade inteira. É benfeito para eu aprender em não me meter onde não sou chamada. Afinal, nos tempos que correm não é bom ter este coração de manteiga derretida que tenho. Ainda choro quando um doente morre, como chorava nos primeiros dias a trabalhar como enfermeira. Lamento pela Manuela. Até agora não apareceu ninguém. Como sucede com as vítimas de covid 19 ela foi cremada no Cemitério do Alto de São João. O funeral foi no dia 30 de maio. A urna com as cinzas continua lá, na Capela Mortuária do Cemitério esperando que alguém a reclame e decida o destino a lhe dar.Não apareceu ninguém, nem amigos, nem familiares, nem colegas, gente do trabalho. Morreu só e as cinzas continuam sós. Se o SR Aloisio ou a Parenta afastada desejarem, estarei disponível para testemunhar e segundo a minha colega me disse, se for chamada, testemunhará e confirmará as palavras que a Manuel nos disse, com muita dificuldade, mas conseguiu dizer. Só espero que a SRª Promotora não me venha chatear mais. Parece que ela deseja que toda a herança que nem sei o que é, fique para o Estado Português. A mim nem me aquece, nem me arrefece. Já basta de perturbação com este assunto. O escritor que me perdoe deixar na sua página esta nota. Não comento sobre os seus livros pois não li nenhum. Nem sabia que este escritor existia. Boa Noite!

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